domingo, 25 de novembro de 2018

A energia sexual num ritual de iniciação ao Tantrismo

Quem costuma ler meus textos, certamente percebeu que eu Luiz uso muito a palavra "inicia√ß√£o". J√° utilizei esse termo no contexto do BDSM e agora de maneira introdut√≥ria eu o usarei no contexto do Sexo T√Ęntrico. 



Imposs√≠vel pensar em Sexo T√Ęntrico sem pensar em energia sexual. A energia sexual √© o que de mais poderoso possu√≠mos. Ela √© a espada flam√≠gera do homem, do Senhor da mulher. Sim, este √© o poder do s√™men de um homem.

Este flu√≠do masculino, quando transmutado, ir√° liberar os seus vapores seminais que s√≥ s√£o expelidos ap√≥s os chamados “100¬ļC”.










Esses vapores chegam a solarizar at√© o corpo da Vontade Consciente ou o que chamamos de corpo causal. Tais vapores s√£o os respons√°veis pela solariza√ß√£o dos corpos internos. Enquanto isso, ou seja, enquanto esses vapores s√£o liberados, a iniciada entrega-se ao seu Senhor de corpo e alma. Ele, por sua vez, energizar√° a sua pequena jovem inciada atrav√©s de toques com as m√£os, boca e l√≠ngua. Ela, por sua vez, de modo natural e gradativo, ir√° seguindo pelo caminho molhado junto com o seu Senhor, que ejacular√° dentro da sua iniciada para que seu s√™men (mat√©ria prima) se mescle com os licores femininos, que somados e interagidos ocasionar√£o uma abundante energia e uma abundante pot√™ncia. Isto posto, a iniciada deve usufruir de cada momento, de cada compartilhamento de energias sexuais. 



Seu Senhor deve reabsorver a somat√≥ria dos flu√≠dos dele e dela, pois a fun√ß√£o da mat√©ria seminal √© energizar o corpo f√≠sico. Eis o sentido da Eucaristia T√Ęntrica. 

Aten√ß√£o: quem √© cat√≥lico, talvez possa estar espantado em estar lendo essa palavra. Acontece que no sentido amplo e etimol√≥gico, Eucaristia significa "uni√£o de corpos", "uni√£o substancial", "uni√£o de subst√Ęncias". No caso da Igreja Cat√≥lica, trata-se da uni√£o corporal entre o comungante  e o Corpo/Sangue de Cristo. No caso do Sexo T√Ęntrico, trata-se da uni√£o corporal e, por conseguinte, da uni√£o dos flu√≠dos masculino e feminino. Por√©m, precisamos estar cientes e conscientes que trata-se de contextos totalmente diferentes. Jamais podemos cair na heresia de querer fazer paralelo entre o contexto cat√≥lico e o contexto t√Ęntrico.



Conforme sabemos desde as aulas de Biologia do Ensino Médio, o sêmen é poderoso e vital.

Uma vez vivo, possui então o que chamamos de uma consciência própria e universal.
Essa consciência escapa e une-se à consciência da iniciada na hora exata em que a transmutação ocorre.



Na hora em que a iniciada sente o espasmo (ejacula√ß√£o masculina dentro dela) √© porque a energia encontra-se na temperatura certa. Neste momento seu Senhor,  com suma vontade, aperta os esf√≠ncteres da menina e, de maneira intelig√≠vel, "v√™" e "sente" os √°tomos seminais soltando-se da parte f√≠sica do seu esperma  e atingindo sua mente, ou seja, a mente dele. Assim ele derramar√° seu flu√≠do dentro da sua jovem iniciada. 



Ali, no C√°lice, dentro da vagina dela, a mat√©ria seminal mescla-se com os licores femininos e fica extremamente poderosa para ser reabsorvida por ambos atrav√©s da posi√ß√£o popularmente conhecida como "69". Conclui-se portanto que para a concretiza√ß√£o total do que foi aqui discorrido, o homem precisa ter a habilidade de permanecer com o p√™nis ereto at√© que a menina usufrua e sacie-se por completa atrav√©s do sexo oral que ela realizar√° nele enquanto, simultaneamente, ele realiza sexo oral nela. Durante esse momento, ou seja, durante essa √ļltima etapa,  a mente de ambos tornar-se-√° f√©rtil, energizada e vitalizada. 









Esse ritual, se levado a s√©rio, substitui todas e quaisquer esp√©cies de medicamentos ou drogas que muitas pessoas ainda fazem uso para curar desde uma dor de cabe√ßa at√© mesmo problemas acoplados √† mem√≥ria e √† percep√ß√£o. 



Recomenda-se por fim que, fazendo uso de seu cavalheirismo, o Senhor "limpe" toda regi√£o vaginal da iniciada com a l√≠ngua, tocando o corpo dela com as m√£os, conforme a foto ilustrativa. Se nesse √≠nterim ambos sentirem o corpo aflorado pelo desejo sexual, nada impede que haja prosseguimento atrav√©s de um ato sexual mais selvagem e sem preocupa√ß√Ķes lit√ļrgicas.





s√°bado, 21 de julho de 2018

Diferentes tipos de submiss√£o

Muitas vezes falamos sobre a submissão de uma forma generalizada e acabamos esquecendo que existem várias vertentes dentro da submissão. Algumas pessoas englobam várias características, outras gostam apenas de um aspecto, mas vamos falar superficialmente dos vários tipos de submissão que existem.

Bottom:
Entende-se por bottom a pessoa que √© passiva √†s pr√°ticas, embora muitas vezes os pap√©is de bottom e submisso/a se encontrem. O bottom n√£o √© necess√°riamente um submisso e, diferente do submisso, o bottom tem um controle muito maior sobre suas cenas, nunca entregando realmente o controle ao Top. A rela√ß√£o funciona mais como uma parceria m√ļtua. √Č como se um chefe de cozinha falasse para o boleiro: “Eu quero que voc√™ fa√ßa um bolo de chocolate”. Ok: por ser subordinado ao chefe, o boleiro n√£o far√° bolo de outro sabor a n√£o ser de chocolate. Mas usar√° toda sua criatividade para fazer o bolo, sem que o chefe dite todos os passo a passos.

Submissas/os:
Digamos que esses sejam a primeira patente dentro de uma rela√ß√£o D/s. Voc√™ se submete a seu Mestre e abre m√£o por longos per√≠odos de tempo. Entretanto voc√™ tem suas opini√Ķes, escolhas e livre-ab√≠trio para tom√°-las. Nesse tipo de submiss√£o √© normal que exista um tipo de balan√ßo entre o Dominante e o submisso. Embora o controle esteja na m√£o do Dominante, os limites s√£o desenhados pelo submisso. Sexo geralmente √© grande parte desse tipo de rela√ß√£o, mas n√£o necessariamente obrigat√≥rio. Embora pela descri√ß√£o pare√ßa que n√£o, mas esse tipo de submiss√£o √© bem intenso, e a √ļnica coisa que difere entre a rela√ß√£o a escravid√£o √© o poder que o submisso tem de dizer at√© onde se pode ir.

Submissas/os na cama:
√Č a submiss√£o que ocorre apenas entre 4 paredes. √Č dentro do quarto (ou carro, ou banheiro, etc) que a troca de poder acontece e √© nele que a troca fica. Esse tipo de submiss√£o √© quase sempre sexual, e quando acontece √© completa. Entretanto, quando as portas se abrem a(o) sub retorna ao seu papel cotidiano.
Diferente do bottom que possui controle, esse tipo de submissa(o) entrega-se totalmente ao poder do Dominante, mas apenas no local da intimidade em si.

Subs psicológicos:
Esse ato de submiss√£o acontece na mente do submisso, fora do contato fisico-sexual. Dentro da mente dela(e) existe uma necessidade de se render ao Dominante e o ato de submiss√£o √© um evento psicol√≥gico. Hoje em dia est√° acontecendo de alguns casais adeptos do BDSM que, devido √† dist√Ęncia ou √† impossibilidade de um encontro presencial, costumam ter esse tipo de pr√°tica atrav√©s do telefone e internet.

Escravas/os:
Como escrava(o) o controle √© cedido completamente. Mas tenha em mente que √© uma escolha da(o) escrava(o) e n√£o algo que ela(e) foi obrigado a fazer. Uma escrava(o) geralmente est√° inserido em uma rela√ß√£o 24/7 (24 horas di√°rias durante os 7 dias semanais). Elas(es) podem trabalhar e estudar, mas quando chegam em casa n√£o h√° distin√ß√£o de um dia normal para um dia BDSM: a pessoa √© sempre um(a) escrava(o) desde o dia que decidiu por isso. Numa analogia, seria como o seminarista que sai pela manh√£ para cursar a faculdade de Filosofia: quando ele retorna ao semin√°rio para almo√ßar, imediatamente ele est√° sujeito a todas as normas e regras eclesi√°sticas. Como escrava(o), o sexo ainda √© bem real e vivo. Entretanto, n√£o √© sempre o objetivo. Como escrava(o) a vida geralmente √© mais intensa em termos de dor, humilha√ß√£o e prazer. Algo a se lembrar √© que, como escrava(o), voc√™ n√£o deve obedecer ao Dominante em caso de quebrar a norma, de causar dano a outra pessoa ou que seja contra seus valores morais. Se uma dessas coisas acontecer, ent√£o ele/ela n√£o √© um Dominante de verdade. Nessas ocasi√Ķes, a melhor coisa √© a(o) escrava(o) “cair fora”!

Pets (animais de Estimação):
Nem sempre “animal de estima√ß√£o” foi classificado como um tipo de submiss√£o e ainda √© controversa em algum c√≠rculos. Um pet tende mais para o lado escravo com uma diferen√ßa: sexo n√£o precisa estar envolvido. Em muitos casos n√£o est√°. Se voc√™ se tornou um(a) pet √© para abrir m√£o de voc√™ mesma(o) e obedecer. O pano de fundo √©: voc√™ sente prazer com o controle e n√£o com brincadeira sexual. Pode haver brincadeiras, mas √© bem raro nesse tipo de submiss√£o. Esse tipo √© um dos mais perigosos, haja vista que voc√™ pode se perder mentalmente, pois raramente voc√™ tem pensamentos pr√≥prios. Em tese, voc√™ at√© pode discutir com seu Dominante; entretanto ele sempre ter√° a √ļltima palavra.

Entre tantas outras, esses s√£o alguns dos principais tipos de submiss√£o, lembrando que cada tipo aqui descrito possui suas ramifica√ß√Ķes.


domingo, 24 de junho de 2018

#BDSM Como identificar um bom Dominante ♛

A seguir, alguns paralelos comparativos entre um verdadeiro e um falso homem que se diz dominante (Dominador) no contexto BDSM.
Lembrando que tudo que consta neste texto pode ser aplicado às Dommes também.

- Um homem dominante n√£o vai come√ßar com, 'Prostre-se de joelhos ap√≥s o recebimento da minha mensagem!' Parece haver muitas queixas de mulheres sobre este tipo de estratagema como primeira introdu√ß√£o, e esta √© a √ļnica raz√£o para 'bloquear seguir em frente'. (Gostaria de aconselhar mulheres a usar essa t√°tica muitas vezes e liberalmente, em vez de se envolver em guerras de argumento ou discuss√Ķes ... a vida √© muito curta.). Ignore o Insta-Dom.

- Um homem dominante n√£o vai parecer 'desesperado' por sua aten√ß√£o. Obter encontros ou transar n√£o √© seu problema; ele pode encontrar as mulheres em sites de encontros/fetichistas, no trabalho, ou na mercearia. Ele conhece as mulheres, e elas se sentem atra√≠das por ele. Muitas mulheres, fetichista ou baunilha, preferem um homem que assuma o controle, tanto no quarto como na vida. Se um 'Dom' torna-se fren√©tico, ansioso ou desesperado porque voc√™ n√£o responde toda hora, as chances s√£o de que ele tem dificuldade em lidar com o sexo oposto. A boa not√≠cia √©: desespero √© f√°cil de detectar.

- Um homem dominante na maioria das vezes vai ser bem sucedido, um dissidente, ou pelo menos feliz em sua profiss√£o escolhida. Se ele teve algum azar em seu passado, ser√° fugaz, pois ele vai se esfor√ßar incansavelmente para colocar o seu universo de volta em ordem, algo obrigat√≥rio a sua exist√™ncia. Se o seu pretendente definha na mis√©ria, desemprego por anos, ou odeia seu trabalho, muito provavelmente o seu dom√≠nio √© apenas um disfarce para apaziguar a sua falta de sucesso. Embora ele n√£o seja o milion√°rio, √© um homem que √© feliz, confiante, √ļnico, e/ou bem sucedido em seu trabalho.

- Um homem dominante será muito interessado em você, e não apenas nas suas necessidades sexuais (embora essas certamente vão chamar a atenção dele). Ele vai ver você como um quebra-cabeça, e desejará dar sentido a esse enigma. O cara dominante ama o desafio e, em essência, é por isso que tantas submissas encontram desilusão no mundo baunilha; a maioria dos homens não procuram desafio na sensualidade, eles temem. Mulheres submissas são os maiores desafios como amantes e elas tem muitas fantasias. Muitas vezes essas fantasias requerem um homem que se comporte fora dos moldes normais, e isso exige habilidade e criatividade. Como você tem muitos critérios, isso será de grande interesse para ele.

- Um homem dominante é provável que seja muito bom na cama. A maioria dos homens têm suas mãos cheias com habilidade no sexo baunilha. O homem dominante gosta dos dois(baunilha e fetichista) ou não tem interesse em tal jogo elementar, pelo menos não o tempo todo. Fazer uma mulher ter orgasmo muitas vezes deixou-o entediado, então ele agora procura uma mulher que vai desafiá-lo em outros níveis. O cara dominante vai ter uma boa compreensão da anatomia feminina, e persistirá em encontrar as chaves para o seu corpo e mente. Ele terá feito sua lição de casa e já experimentou muitas amantes. Ele será um pouco do Don Juan, se não o próprio Don; não um mulherengo per se, mas certamente sexualmente avançado.

- Um homem dominante pode ter todo o aparato de fetiches (chicotes, correntes, e outros enfeites), mas ele não vai precisar deles para ser dominante. Um sussurro, uma palavra, um olhar, um ar de superioridade, e um toque são a essência de seu talento. A confiança é a sua arma de escolha, e não se vangloriar de sua masmorra. Aqueles que exaltam seus brinquedos demais podem deixar a faltar em outros departamentos.

- Um homem dominante vai ser muito cauteloso em selecionar você, porque ele sabe que você tem grandes desejos, esperanças e sonhos, e é ele que tem que viver de acordo com eles. Acima de todas as coisas que ele vai querer é ser bom para você. Ele tenta escolher sabiamente, mas pode, à primeira vista cometer muitos erros em suas escolhas enquanto ele encontra seu caminho.

- Um homem dominante vai cometer erros e n√£o ter√° medo de admiti-los. O cara dominante sabe que ele n√£o √© onisciente, pois ele √© humano. Um cara que acredita que ele nunca comete erros ou n√£o admite com bom √Ęnimo √© mais prov√°vel que n√£o seja dominante.

- Um homem dominante nunca vai enviar-lhe uma foto do pau na primeira saudação e é altamente improvável que ele vá ter uma foto dessa em seu perfil.

- Um homem dominante não vai te implorar por fotografias nuas. Na verdade, ele não vai implorar por nada. Ele vai simplesmente esperar até que você esteja morrendo de vontade de mandá-lo suas fotos picantes sem ele soliticar e vai aceitá-las com a postura de um Senhor(ou como uma rocha, dependendo da foto).

- Um homem dominante nunca vai mentir sobre ser casado ou já ter uma namorada. Se ele é comprometido com baunilha, ele vai simplesmente dizer isso. O cara dominante é simples, vai deixar claro seus verdadeiros desejos e necessidades, e se ele estiver interessado, será o passo seguinte dar essa informação. Se ele está traindo a sua esposa baunilha, ele vai dizer isso. Ele fez sua escolha e está disposto a lidar com isso.

- Um homem dominante não vai mentir sobre coisas importantes, embora ele certamente irá manter alguns de seus pensamentos em segredo. O Dom que se sente bem fazendo você engolir golden shower à força (uma prática consensual) pode não te falar muito sobre isso no começo, pois poderá te assustar. Isto não é em si uma mentira, ele só está tomando as medidas adequadas, dando a informação na velocidade que ele pensa que você é capaz de absorver (ele pode muito bem descartar tais pensamentos quando ele começar a conhecer você, ele irá descartar seus pensamentos muitas vezes). O 'Dom' mentiroso terá uma agenda que não tem relação com suas necessidades (vai mentir apenas para satisfazer as próprias necessidades, sem se preocupar com os sentimentos do parceiro). O cara verdadeiramente dominante não quer se relacionar com alguém para quem ele não pode ser bom. Um homem que tenta obter uma mulher que ele não pode lidar com ou vice-versa está desesperado.

- Um homem dominante não vai ser rude em sua abordagem. Ele será hábil em te descobrir, te abrir, fazendo você se sentir à vontade ou no limite (dependendo do seu gosto). Seus esforços parecem sem esforço; distante, às vezes. Ele vai crescer em você. Capturá-la. Esclarecê-la e tornar claras coisas que pareciam embaçadas. Você vai se sentir melhor ao se comunicar com ele (mesmo que seu desejo seja viver em humilhação). Apenas um impostor vai tentar te colocar pra baixo, a fim de se colocar em patamares mais elevados. Um dominante quer te ver se elevar, e não cair.

Em essência, assumir uma submissa é ao mesmo tempo revigorante e satisfatório, e também uma experiência de humildade. Ele pode errar constantemente, especialmente se ele é novo. No entanto, ele vai sempre, sempre se esforçar para ser melhor, e embora busque o desafio, ele vai evitar o que ele sabe que não pode lidar, ou vai em algum futuro próximo ser incapaz de lidar. Pode levar algum tempo, mas ele vai entender seus próprios limites, bem como a sua mulher.

A submissa √© um caminh√£o de desafio (pergunte aos seus ex-parceiros baunilha), e assim o homem dominante precisa de voc√™ como precisa de ar. Ele quer sua adora√ß√£o n√£o apenas pela adora√ß√£o em si, e sim pelo que ela causa, √© um chamado para ir al√©m do normal, se aventurar no reino do risco, atravessando o abismo escuro, perigoso e trai√ßoeiro, esperando que a luz do sol do sucesso invada, oferecendo-lhe algo glorioso. √Č simplesmente por isso que ele procura sua adora√ß√£o; porque ele fez por merecer e merece.

Se um homem não busca riscos e desafios em sua vida, se ele deseja adoração sem se desfazer de seu ego, se ele não persiste continuamente em direção à excelência em lidar com uma mulher, como ele faz em muitas coisas, ele não é um homem dominante.


quinta-feira, 22 de março de 2018

A mulher no período fértil

“Mulher √© muito complicada!” Todo mundo j√° ouviu essa frase pelo menos uma vez na vida. N√£o que ela queira, mas a mulher tende a ser complicada mesmo! Uma hora ela quer uma coisa. Dois dias depois, j√° quer outra completamente diferente. Tem dia que gosta de caras mais velhos. Outro dia gosta de caras mais novos. Um dia quer encontrar algu√©m pra casar. No outro dia s√≥ quer sair pra beijar na boca. √Č muito dif√≠cil!
Pesquisas mostram que essas mudan√ßas no comportamento da mulher est√£o ligadas ao seu ciclo menstrual. Mais especificamente, as mulheres inconscientemente alteram o comportamento delas com rela√ß√£o aos homens quando est√£o no per√≠odo f√©rtil. Geralmente quando est√£o ovulando, as mulheres prestam mais aten√ß√£o nos homens, demostram um maior interesse em encontros casuais, preferem vestir roupas mais ousadas e aceitam mais as famosas “cantadas de pedreiro”. E n√£o s√≥ isso. V√°rias pesquisas mostram que as prefer√™ncias pelo tipo de homem que as atraem tamb√©m mudam durante o per√≠odo f√©rtil. Em geral, mulheres no per√≠odo de ovula√ß√£o preferem homens mais fisicamente atraentes, dominadores, com tra√ßos mais masculinos e sim√©tricos. Elas tamb√©m preferem rela√ß√Ķes mais casuais (o famoso one-night stand) e, no caso de mulheres casadas ou com compromisso s√©rio, estudos mostram que se o parceiro delas n√£o t√™m essas caracter√≠sticas (atraente, tra√ßos masculinos, dominador, etc.), elas demonstram mais fantasias sexuais com outros homens que t√™m essas caracter√≠sticas.
Mas por que isso acontece? A ideia √© que durante o per√≠odo f√©rtil, as press√Ķes evolucionistas parecem falar mais alto. O objetivo reprodutivo da mulher √© encontrar um parceiro que seja capaz de trazer benef√≠cios gen√©ticos para o seu filho. Assim, ela fica mais atenta aos homens que mostram fenotipicamente esse tipo de benef√≠cio.
O que √© interessante notar, no entanto, √© que os homens tamb√©m mudam as atitudes deles com rela√ß√£o √†s mulheres quando elas est√£o no per√≠odo f√©rtil. Oi? Isso mesmo. √Äs vezes nem mesmo a mulher sabe que est√° no per√≠odo f√©rtil (o ciclo ovulat√≥rio da mulher dura em m√©dia 28 dias, onde o per√≠odo f√©rtil √© de apenas alguns dias), mas ainda assim, o homem acaba agindo diferente com a mulher. Um estudo feito em 2007, por exemplo, mostrou que homens que v√£o √† stripclubs pagam 49% a mais para dan√ßarinas que est√£o no per√≠odo f√©rtil. Mas como isso acontece?
A hip√≥tese √© que, na verdade, a mulher acaba dando mais pistas de que est√° a fim quando ela est√° no per√≠odo f√©rtil. Stephanie Cant√ļ (Universidade de Minnesota) e uma equipe de outros cinco psic√≥logos fizeram um estudo bem legal para mostrar isso. Eles colocaram 31 mulheres para encontrar com homens atraentes, dominadores, mas do tipo “cafajeste” e homens n√£o t√£o atraentes, pouco dominadores, mas do tipo “bonzinho”. Basicamente um homem “ideal” para uma relac√£o sexual casual e um homen “ideal” para um relacionamento mais s√©rio e duradouro. Essas mulheres participaram do experimento quando estavam no per√≠odo de alta fertilidade e no per√≠odo de baixa fertilidade.
Os resultados constataram que as mulheres mostraram mais comportamentos de paquera (sorriso para o homem, conversinha fiada e casual, refer√™ncias √† apar√™ncia ou refer√™ncias sexuais) quando estavam no per√≠odo f√©rtil. E mais ainda. S√≥ demonstraram esse tipo de comportamento em rela√ß√£o aos homens do tipo cafajeste, ou seja, elas se mostraram mais saidinhas para os homens mais atraentes e dominadores, mesmo que esses n√£o fossem ideais para relacionamentos duradouros. Os homens bonzinhos n√£o receberam muita aten√ß√£o das mulheres no per√≠odo f√©rtil.
Mesmo as mulheres aparentando ser complicadas, podemos tentar compreender esse comportamento delas se tivermos empatia e se pensarmos um pouco no que est√° por tr√°s da cogni√ß√£o e das suas motiva√ß√Ķes. Principalmente se estiverem ovulando! 


Relacionamento sugar: com apegação ou sem apegação?

ūü폠RELACIONAMENTO SUGAR: COM APEGA√á√ÉO OU SEM APEGA√á√ÉO? ūüĎ®ūüĎ©
Recentemente um rapaz dos grupos que eu administro nas redes sociais, a princípio decepcionado, abriu vários posts se lamentando que a garota que ele estava "ficando" acabou preterindo-o. Ela, por sua vez, ao abrir os posts sobre o mesmo assunto nos grupos, dizia que ele foi equivocado. Pois ele queria um namoro enquanto ela queria apenas ficar sem compromisso. Afinal, qual dos dois tinha razão, considerando verdadeiras as premissas de ambos??
√Č sobre isso que eu quero falar agora.
Com todo respeito a todos os administradores de grupos voltados a relacionamento sugar, tenho a dizer que duas equipes de administradores est√£o inchando seus respectivos grupos de doutrinas e text√Ķes desnecess√°rios e equivocados, cujo pano de fundo √© transmitir a ideia de que a baby e o Daddy teriam que ser, na pr√°tica, namorados. Mesmo o relacionamento n√£o recebendo o r√≥tulo de namoro, para eles todas as caracter√≠sticas de um namoro seriam indispens√°veis num relacionamento sugar. √Č √≥bvio que nos textos deles n√£o h√° a palavra "namoro". Mas implicitamente √© isso que eles querem dizer. Basta uma leitura atenta e acurada.
Portanto, para evitar que futuramente caiamos em "impasses doutrinários", eu convido você a reservar 5 minutos do seu tempo e ler esse texto que eu, Luiz, preparei com muito carinho para você. Lendo-o, você verá que o "modus sugar" de relacionamento é mais simples do que podemos imaginar.
Para facilitar sua compreens√£o, vamos fazer uma an√°lise sem√Ęntica do RELACIONAMENTO SUGAR.
Analogicamente, vamos comparar RELACIONAMENTO a uma por√ß√£o de uma lanchonete. H√° v√°rios tipos de por√ß√Ķes (de batata, de torresmo, de mandioca, de salame, de aipim, de bruschetta etc). H√° v√°rios tipos de relacionamentos (casamento, namoro s√©rio, namoro escondido, ficadas, casos entre solteiros, casos em que um dos dois √© casado, relacionamento aberto, amizade colorida etc).
Vamos tamb√©m comparar o SUGAR ao catchup que pode ou n√£o ser inserido na por√ß√£o. √Č estritamente optativo voc√™ usar ou n√£o o catchup em sua por√ß√£o. E, se usar, tamb√©m √© optativo comer a por√ß√£o com muito ou pouco catchup.
Portanto, meus amigos, s√£o desnecess√°rias certas preocupa√ß√Ķes como por exemplo: "√Č poss√≠vel namoro sugar?" "A sugar baby pode um dia se casar com o Daddy?" "O Daddy pode ser casado e ser um relacionamento apenas casual?" "O casal pode ser meros ficantes?". Pois conforme eu disse, a modalidade de relacionamento ser√£o voc√™s que decidir√£o (assim como vc escolhe que tipo de por√ß√£o quer na lanchonete). Se esse relacionamento ter√° ou n√£o caracter√≠stica sugar (voltando √† analogia, se voc√™ ir√° ou n√£o inserir catchup na sua por√ß√£o), trata-se de um segundo momento.
Você não irá ler no painel ou cardápio da lanchonete: "CATCHUP". Da mesma maneira quando uma garota escreve na rede social "Procuro um Daddy" na verdade essa frase (embora correta em termos de comunicação) é uma forma contracta de um contexto maior. Na verdade ela está procurando um relacionamento com tempero sugar com alguém que exerça a função de Sugar Daddy.
Não importa a ordem dos fatores, se é ele que primeiro conquista ela ou se é ela que primeiro conquista ele. A ordem dos fatores não altera o produto. Porém a conquista de um pelo outro é primordial. Feito isso, caberá ao casal decidir o tanto e o quanto de "sugar" terá esse relacionamento. E quando eu digo 'conquistar' eu não estou referindo a conquistar necessariamente o coração da pessoa. Mas, acima de tudo, conquistar a confiança, o respeito e a empatia dessa pessoa.
Se tudo at√© aqui correr bem, tenha certeza que os benef√≠cios materiais do Daddy para a baby (mesadas, presentes, mimos, aux√≠lios financeiros) vir√£o como natural consequ√™ncia. √Č o momento da verdadeira troca de benef√≠cios entre o casal em que, em troca dos benef√≠cios materiais do Daddy √† baby, esta ir√° procurar retribuir honestamente atrav√©s da sua companhia, dedica√ß√£o, aten√ß√£o e afeto.
Ah, antes que me perguntem: "Sugar baby e prostituta são a mesma coisa?". Bom: eu usei o verbo conquistar durante minha dissertação. Prostituta você não conquista. Você simplesmente é um consumidor que paga pelos serviços dela prestados a você.

Diferença entre Pedofilia x Ageplay

1 - Definição de Pedofilia: Prática sexual que se concretiza no contato íntimo entre um adulto e uma criança, em que a criança é estimulada, coagida e forçada a praticar tal ato, através de estimulação genital, atos sexuais, carícias e beijos em locais indevidos do corpo. No Brasil, caracteriza "pedofilia" qualquer uma das práticas descritas nos artigos 217 e 218 do Código Penal e seus respectivos desdobramentos.

2 - Definição de Ageplay: Uma simulação de comum acordo entre duas pessoas, em que a submissa se sente bem ao desempenhar o papel de alguém mais novo durante algum tempo ou todo o tempo, escolhendo uma idade hipotética que represente seu modo de agir, e que o Dominador sinta prazer em cuidar da mesma e a disciplinar, exercendo a função de ser seu cuidador. Para isso, a submissa NÃO PODE estar abaixo da idade de consentimento sexual, que aqui no Brasil é de 14 anos. Ou seja: a idade real da submissa (ou submisso) tem que, necessariamente, ser de 14 anos ou mais.

3 - A diferença é essa. A palavra-chave que os diferencia é o consentimento. Some-se a isso o discernimento no ato sexual. Primeiramente um Dom-Daddy não pode e nem deve sentir prazer em fazer tal ato com uma criança e sim com uma mulher que interpreta e simula o papel desta, e segundo, o mesmo só sente tal prazer quando é um ato concedido conscientemente pela mesma. Ao contrário da pedofilia, aqui não se trata de algo manipulado e nem forçado. Acima de tudo, é importante frisar que no Ageplay a submissa tem o poder de escolha e de impor limites.

4 - Numa analogia, as pessoas que exercem o seu papel de little girl, √© como ser a protagonista de um teatro. Quando entramos em nossa personagem nos sentimos bem com n√≥s mesmos e podemos ser livres dos paradigmas sociais. √Č uma forma de fuga do controle que a sociedade nos imp√Ķe, em que nada √© errado e quem define as regras somos n√≥s, conforme os nossos ideais e interesses pessoais. Sendo assim, torna-se vi√°vel, na atmosfera do Ageplay, vivenciar um "estado de esp√≠rito" que no dia-a-dia, na sociedade, n√£o √© poss√≠vel.



Namore alguém que tenha os mesmos hábitos que você

Se você gosta de beber, namore alguém que beba com você ao invés de reclamar que você bebe!